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PROJETIL
ESCOLA
DE
FORMAÇÃO
DE MÃO
DE OBRA
Aprender
fazendo
Tábua
de salvação
Para uma
educação
Mal estruturada
Na decoreba
da
Sala de
aula
Na leitura
dirigida
Carente
de bons
autores
Na informação
caduca
De um currículo
ridículo
Que rege
o ensino
Dessa vez
não
serão
Formulas
ultrapassadas
Que trocam
de nome
de ano
em ano
Aqui o
aprendiz
volta a
existir
Seja de
carpinteiro
ou de feiticeiro
É um aluno semi assalariado
Em vez
de chamada
Cartão
de ponto
Se o sistema
gira
Em torno
da moeda
Porque
o guri
não
ganhar
Para aprender
A fazer
o que gosta
Escola
de produção
Sem escala
A indústria
na escola
Produzindo
aprendendo
Que o mercado é garantido
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Repetir
uma
peça
Tantas vezes
Até aqui
o resultado
Seja um produto genial
Que passa estar exposto
Em qualquer vitrine nacional
As
vitrines
são
vitrines
Em Porto Seguro ou Juazeiro
São
Paulo,
Salvador,
Rio
de
Janeiro
A primeira
peça
pronta
É para o comércio local
A segunda
fica
na
região
A terceira no estado
Da quarta em diante
É produto de exportação
Muita
prática
Alguma teoria
Disposição
e alegria
A beleza da certeza
De ter o que fazer
No dia a dia
Contra
o ócio
Do adolescente Caraiva
Não teríamos
cursos
fixos
Mas
sim
ofícios
Seriamos
técnicos
O nível
que
importa
É o da mangueira
Cheia
d'água
E sem bolha
Na
pais
dos
bolhas
d'água
O aprendizado baseado
No conhecimento do material
No interesse pelo ferramental |
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Estudar
o
que
trabalha
Trabalhar
o
que
estuda
O
livro é uma
ferramenta
A
ferramenta é um
livro
Pelo
renascimento
da
Escola
de
Sagres
A
carpintaria
naval
Sempre
foi
arte
do
povo
Apesar
de
atrair
Capital
do
mecenato
Como
foi
o
caso
de
Colombo
Bancado
por
reis
espanhóis
Há lembrei
agora
Essa
era
de
outra
escola
Mas
que
idéia
doida
É essa
Explique
ela
pra
mim
Ela é arrojada
E
simples
É uma BAUHAUS TUPINIQUIM
Claro
que
a
orientação
Estaria
misturada
Entre
cientistas
artistas
E
práticos
E
a
contabilidade
Na
mão
dos
burocratas
Pois
a
idéia
tem
fins
lucrativos
A
médio
prazo
Já que
o
investimento
Inicial é alto
Mesmo
porque
Investir
em
educação
Sempre
foi
tarefa
Do
estado
Essa
escola
terá que
pagar
bem
Ao
mestre
preocupado
E
sempre
mal
pago
E
o
aprendiz
ter
certeza
De
que
não
estar
Sendo
usado
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Os
materiais
básicos
Serram barro e madeira
Elementos constantes
Da arquitetura brasileira
Caiciras
geodésicas
No estilo mas antigo
Telhas tijolos
Belos pisos de barro
Serão assados à lenha
Onde tem lenha leia
Energia natural
Que a bunda
Madeira
que é fina
Pra serraria
É grossa pra arquitetura
Conclusão trabalharíamos
Com um material
Que fatalmente seria
Consumido pelo fogo
Ou pelo tempo
Morar
bem é fundamental
O que no Brasil
Além de não
ser natural
É raro e se torna difícil
Até para milionários
Escola
de formação
de oficiais
EFÓ - Solução de urgência
Uma região
sadia
Precisa
de mão
de obra
sadia |
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Contra
o
playboy
Gigolô da
mesada
Contra
o pivete
Que
na ânsia
de
sobreviver
Se
atropela
Na
criatividade
E acaba
virando
O terror
da
sociedade
Se
ele
já cria
Em
cima
do
nada
Imagina
essa
criançada
De
lápis
papel
Serrote
e formão
na
mão
Lutando
pelo
renascimento
Da
carpintaria
A valorização
do
artesão
Terá que
ser
imediata
Senão
a solução
Será mais
uma
vez
adiada
E essa
idéia
da
escola
prática
Vai
se
tornando
piada
O arquivo
da
carpintaria
Naval
ou
civil
É uma coisa
Muito
frágil
Pois
se
trata
De
um
arquivo
vivo
Que
se
deteriora
Nessa
hora
Em
Barreirinhas
No
Maranhão
Ou
em
Juazeiro
Na
Bahia
Morre
sempre
Um
mestre
Por
dia
Resta
saber
Onde
vai
meter
Suas
ferramentas
E sua
sabedoria |
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Tamanho
conhecimento
Não seria esperdiçado
Pela
família
Nem pela sociedade
Se o mundo
Desse o devido valor
À arte de carpintaria
Fazer um barco no olho
Na certeza
Que vai boiar
Começar
uma
casa
Pelo telhado
Sabendo que quando chover
Não
vai
molhar
o trabalho
Fazer
um
acabamento à altura
Da cobertura
Que se acabou de fazer
Pela sede do descobrimento
Pela
melhor
solução
Para mobiliar
Esse momento
Uma
lembrança fantástica
É a escola de Aprendizes
Da
viação
baiana
Do
São
Francisco
Em Juazeiro - Bahia
Ou oficina do mestre Coquinho
O ponto de encontro
Da gurizada da rua
Para fazer seus carrinhos
Pela
reutilização
do
material
O lixo das madeireiras
Os
materiais
de
demolição |
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Continuam
boas
as
telhas
Boas
estão
portas,
janelas
E portões
Precisamos
desmontar
Descolar
e reconstruir
Essa
maravilha
de esquadrias
Uma tentativa
De reaprender
a fazer
O que
os antigos
faziam
bem muito
bem
Estamos
aí a
batalhar
Por um
capital
social
Que faça
essa
idéia
girar
Não
sei de
quem
vai ser
o dinheiro
Se da
Stela
Do Jimi
Ou do
Darci
Ribeiro
O importante é o
salto
Contra
o assalto
O pulo
do gato
Merece
um retrato
Como
a posse
do Brizola
No momento
em
Que o
gato
pulou
Do telhado
passado
Pro telhado
futuro
O gato
tem embaixo
dele
O chão
duro
O chão
bem duro
Num
ataiando
Minha
idéia
Que
pra
diante
vai
Numa
onda
De
investir
no
adolescente
Urbano
Apesar
da
idéia
Ser
absolutamente
rural
Seja
na
informação
Na
produção
Até na
sobrevivência
A nossa
ambição
qualidade
no
desenho
A perfeição
na
execução
Uma
contabilidade
correta
Com
fins
lucrativos
Sem
a ambição
financeira
Uma
escola
sem
cola
Com
soluções
imediatas
Sem
atas
Nem
desatas
Desarticulando
a arquitetura
Matando
a construção
de
azia
Azar
dela
Que
não
se
cuidou
E deteriorou
Na
forma
e no
preço
E ensino
prático
Não
se
renova
É apenas uma mera cópia
Um
vestido
De
que
foi
dito
Lá fora
Pela
solução
interna
A ternura
No
trabalho
Uma
equipe
sadia
Formando
mão
de
obra
sábia
Numa
região
sadia |
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Sugestão
do
espaço
Povoado
para
Plantar
essa
semente
Cidade
de Deus
no Rio
Fortim
no Ceará
Ou Trancoso
na Bahia
Cultura
de crime
E lama
Que me
apaixona
A coisa
agora
É diferente
Chegou
a hora
Da gente
Que sempre
viveu
Em crise
financeira
Política
e emocional
Tirar
lucro
dela
Já que
o pais
Ta em
crise
O estado
voltará seus
Seus
olhos
Para
nós
Por que
nós
Temos
arte
Antes
arte
do que
tarde
Bons
olhos
Para
o novo
De novo
Escola
de formação
De mão
de obra
Dessa
vez começo
ou acabo
a obra
Viva
a poesia
Caeté
Danação
brasileira
Trancoso
Bahia
e Rio
de
Janeiro
10/11/82
a 16/03/83
Demar
Guerra
/83
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