Site in english
Site em portugues
Site en français
Visite o site da empresa de construção de Demar Guerra, diretor da Escola CASA DA DUNA.
Casa da Duna, escola de mão de obra - aprendizes - em Fortim - CE  Ceará  Demar Guerra, diretor Oficinas construção alvenaria, marcenaria, carpintaria, hydráulica, eletricidade, ambientação, mobiliário - fábrica e loja de móveis de madeira, paisagismo. Venda e exportação de madeira brasileira certificada e/ou reflorestada. Loja de madeiras brasileiras Venda de mobiliário - móveis de madeira, peças especias para arquitetura : taubilhas, piaçava, eucalitpo, tekas para deck, telhas de madeira
Casa da Duna logomarca casa da duna Oficinas : construção, ambientaçao, paisagismo, mobiliário
Casa da Duna, escola de formação de mão de obra. Fortim, Ceará, Brasil logomarca casa da duna Laja de madeira brasileira serrada certificada, peças para arquitetura, móveis de madeira
pt en
fr
 
 
 
   
 
O Manifesto de Demar Guerra
 
     
 
   
     

PROJETIL
ESCOLA DE FORMAÇÃO
DE MÃO DE OBRA

Aprender fazendo
Tábua de salvação
Para uma educação
Mal estruturada
Na decoreba da
Sala de aula
Na leitura dirigida
Carente de bons autores
Na informação caduca
De um currículo ridículo
Que rege o ensino
Dessa vez não serão
Formulas ultrapassadas
Que trocam de nome de ano em ano
Aqui o aprendiz volta a existir
Seja de carpinteiro ou de feiticeiro
É um aluno semi assalariado
Em vez de chamada
Cartão de ponto
Se o sistema gira
Em torno da moeda
Porque o guri não ganhar
Para aprender
A fazer o que gosta
Escola de produção
Sem escala
A indústria na escola
Produzindo aprendendo
Que o mercado é garantido

     
Repetir uma peça
Tantas vezes
Até aqui o resultado
Seja um produto genial
Que passa estar exposto
Em qualquer vitrine nacional
As vitrines são vitrines
Em Porto Seguro ou Juazeiro
São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro
A primeira peça pronta
É para o comércio local
A segunda fica na região
A terceira no estado
Da quarta em diante
É produto de exportação
Muita prática
Alguma teoria
Disposição e alegria
A beleza da certeza
De ter o que fazer
No dia a dia
Contra o ócio
Do adolescente Caraiva
Não teríamos cursos fixos
Mas sim ofícios
Seriamos técnicos
O nível que importa
É o da mangueira
Cheia d'água
E sem bolha
Na pais dos bolhas d'água
O aprendizado baseado
No conhecimento do material
No interesse pelo ferramental
     

Estudar o que trabalha
Trabalhar o que estuda
O livro é uma ferramenta
A ferramenta é um livro
Pelo renascimento da
Escola de Sagres
A carpintaria naval
Sempre foi arte do povo
Apesar de atrair
Capital do mecenato
Como foi o caso de Colombo
Bancado por reis espanhóis
Há lembrei agora
Essa era de outra escola
Mas que idéia doida
É essa
Explique ela pra mim
Ela é arrojada
E simples
É uma BAUHAUS TUPINIQUIM
Claro que a orientação
Estaria misturada
Entre cientistas artistas
E práticos
E a contabilidade
Na mão dos burocratas
Pois a idéia tem fins lucrativos
A médio prazo
Já que o investimento
Inicial é alto
Mesmo porque
Investir em educação
Sempre foi tarefa
Do estado
Essa escola terá que pagar bem
Ao mestre preocupado
E sempre mal pago
E o aprendiz ter certeza
De que não estar
Sendo usado

     
Os materiais básicos
Serram barro e madeira
Elementos constantes
Da arquitetura brasileira
Caiciras geodésicas
No estilo mas antigo
Telhas tijolos
Belos pisos de barro
Serão assados à lenha
Onde tem lenha leia
Energia natural
Que a bunda
Madeira que é fina
Pra serraria
É grossa pra arquitetura
Conclusão trabalharíamos
Com um material
Que fatalmente seria
Consumido pelo fogo
Ou pelo tempo
Morar bem é fundamental
O que no Brasil
Além de não ser natural
É raro e se torna difícil
Até para milionários
Escola de formação de oficiais
EFÓ - Solução de urgência
Uma região sadia
Precisa de mão de obra sadia
     

Contra o playboy
Gigolô da mesada
Contra o pivete
Que na ânsia de sobreviver
Se atropela
Na criatividade
E acaba virando
O terror da sociedade
Se ele já cria
Em cima do nada
Imagina essa criançada
De lápis papel
Serrote e formão na mão
Lutando pelo renascimento
Da carpintaria
A valorização do artesão
Terá que ser imediata
Senão a solução
Será mais uma vez adiada
E essa idéia
da escola prática
Vai se tornando piada
O arquivo da carpintaria
Naval ou civil
É uma coisa
Muito frágil
Pois se trata
De um arquivo vivo
Que se deteriora
Nessa hora
Em Barreirinhas
No Maranhão
Ou em Juazeiro
Na Bahia
Morre sempre
Um mestre
Por dia
Resta saber
Onde vai meter
Suas ferramentas
E sua sabedoria

     
Tamanho conhecimento
Não seria esperdiçado
Pela família
Nem pela sociedade
Se o mundo
Desse o devido valor
À arte de carpintaria
Fazer um barco no olho
Na certeza
Que vai boiar
Começar uma casa
Pelo telhado
Sabendo que quando chover
Não vai molhar o trabalho
Fazer um acabamento à altura
Da cobertura
Que se acabou de fazer
Pela sede do descobrimento
Pela melhor solução
Para mobiliar
Esse momento
Uma lembrança fantástica
É a escola de Aprendizes
Da viação baiana
Do São Francisco
Em Juazeiro - Bahia
Ou oficina do mestre Coquinho
O ponto de encontro
Da gurizada da rua
Para fazer seus carrinhos
Pela reutilização do material
O lixo das madeireiras
Os materiais de demolição
 

Continuam boas as telhas
Boas estão portas, janelas
E portões
Precisamos desmontar
Descolar e reconstruir
Essa maravilha de esquadrias
Uma tentativa
De reaprender a fazer
O que os antigos
faziam bem muito bem
Estamos aí a batalhar
Por um capital social
Que faça essa idéia girar
Não sei de quem vai ser o dinheiro
Se da Stela
Do Jimi
Ou do Darci Ribeiro
O importante é o salto
Contra o assalto
O pulo do gato
Merece um retrato
Como a posse do Brizola
No momento em
Que o gato pulou
Do telhado passado
Pro telhado futuro
O gato tem embaixo dele
O chão duro
O chão bem duro

Num ataiando
Minha idéia
Que pra diante vai
Numa onda
De investir no adolescente
Urbano
Apesar da idéia
Ser absolutamente rural
Seja na informação
Na produção
Até na sobrevivência
A nossa ambição qualidade no desenho
A perfeição na execução
Uma contabilidade correta
Com fins lucrativos
Sem a ambição financeira
Uma escola sem cola
Com soluções imediatas
Sem atas
Nem desatas
Desarticulando a arquitetura
Matando a construção de azia
Azar dela
Que não se cuidou
E deteriorou
Na forma e no preço
E ensino prático
Não se renova
É apenas uma mera cópia
Um vestido
De que foi dito
Lá fora
Pela solução interna
A ternura
No trabalho
Uma equipe sadia
Formando mão de obra sábia
Numa região sadia

     

Sugestão do espaço
Povoado para
Plantar essa semente
Cidade de Deus no Rio
Fortim no Ceará
Ou Trancoso na Bahia
Cultura de crime
E lama
Que me apaixona
A coisa agora
É diferente
Chegou a hora
Da gente
Que sempre viveu
Em crise financeira
Política e emocional
Tirar lucro dela
Já que o pais
Ta em crise
O estado voltará seus
Seus olhos
Para nós
Por que nós
Temos arte
Antes arte do que tarde
Bons olhos
Para o novo
De novo
Escola de formação
De mão de obra
Dessa vez começo
ou acabo a obra
Viva a poesia Caeté
Danação brasileira

Trancoso Bahia e Rio de Janeiro
10/11/82 a 16/03/83

Demar Guerra /83

Baixar este documento (pdf)

Voltar ao topo

 
     
 
 
 
 

 

 
CASA DA DUNA
Escola de Formação de Mão de Obra
Rua Isabel Monteiro, 16
Barra - Fortim - CE - Brasil
Caixa Postal 17 - CEP 62815-000
Tel/Fax : +55 (88) 3413 1489
contato@casadaduna.com

Dados da diretoria : ver 'Contato'

Webmaster : Felipe (Philippe Nidegger) : E-mail | Web